Antevisão: Public Enemies
Terça-feira, Julho 14, 2009

Um dos mais conceituados realizadores da indústria e dois actores de inegável talento adorados pelo público e pelas bilheteiras – falo, obviamente, de Depp e Bale – juntos num filme sobre mafiosos na década de trinta, altura em que rebentou nos Estados Unidos da América uma das mais graves ondas de crime da sua história. Na narrativa de Mann – acumula o guião à realização -, Bale é Melvin Purvis, um agente do FBI que persegue o mais famoso assaltante de bancos da época, John Dillinger (Depp), ele que revolucionou as famosas listas dos mais procurados do Bureau. A recentemente oscarizada Marion Cotillard assegura a habitual intriga amorosa da fita.
É uma das tendências recentes no cinema: o Verão já não pertence aos blockbusters per si, mas a Christian Bale. O ano passado com "The Dark Knight", este ano com "Terminator: Salvation" e este "Public Enemies". O actor que começou em criança com "Empire of the Sun" é, hoje, um dos nomes maiores de Hollywood e garantia de qualidade e retorno de investimento. O mesmo se pode dizer de Johnny Depp. A semelhança entre as carreiras de ambos é, aliás, evidente. Ambos começaram muito jovens no meio e construíram, alternando papéis artísticos e independentes com outros claramente comerciais, um estatuto de culto em volta da sua versatilidade interpretativa – tanto conseguem ser os maus da fita como os heróis com a mesma facilidade. Isto tudo sem terem precisado de conquistar um único galardão de renome.
Michael Mann, por sua vez, é o homem certo para protagonizar estes encontros de titãs na tela. Tal como o fez brilhantemente nos anos noventa com De Niro e Al Pacino – não serão Bale e Depp a dupla equivalente deste início de século?!? -, o multi-premiado realizador norte-americano é um dos mais exímios e equilibrados executantes de acção – a sua zona de conforto. Prova disso é que raramente deixa esta sobrepor-se ao argumento, usando-a como catalisador de emoções e reacções e não como resultado do esgotamento destas. O que faz é sempre respeitado pela crítica, mesmo que a bilheteira e as pipocas não o façam. Além disso, deve ser um dos realizadores com a maior quota de actores por filme nomeados para Óscares em Hollywood. Apenas mais uma prova de que os seus filmes são muito mais do que uma chuva de explosões e efeitos especiais. Obrigatório.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 12:17 3 Comentários
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TVDEmmys
Segunda-feira, Julho 13, 2009
O TV Dependente foi o grande vencedor da categoria "Melhor Blogue de Cinema/TV" na última edição dos Globos de Prata CN. Agora, chegou a altura de o ZB levar a competição para outro nível e entregar os seus próprios Emmys à indústria televisiva, numa espécie de prognóstico do que pode vir a acontecer no próximo dia 20 de Setembro. A conferir, aqui.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 18:39 1 Comentários
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Bendita a hora em que encomendei isto!
Domingo, Julho 12, 2009

The Total Beach Experience Glamour. Glitz. Schemes. Dreams. The O.C. is the place to be. The complete series is yours in this extras-loaded DVD set. Includes all 92 episodes on 28 discs and tons of extras: Season 1 Remastered and presented in Widescreen for the First Time! Over 6 hours of Special Features.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 19:04 3 Comentários
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The Auteurs
Sábado, Julho 11, 2009

"Martin Scorsese só podia ser um insatisfeito. Nada menos seria de esperar de quem assimilou toda a história do cinema - dos EUA à Europa -, a tornou sua e depois a desmontou em peças fundamentais da cultura dos últimos 50 anos. Resta-lhe continuar a explicar os porquês desta paixão - entre os clássicos e os blockbusters -, e foi em The Auteurs que encontrou a solução perfeita: uma rede social que oferece filmes, serve de clube de vídeo e convida à discussão. Cinefilia em rede, portanto." [F]
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 17:12 1 Comentários
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Leonard Maltin sobre "Gremlins" em "Gremlins 2"
"Leonard Maltin wasn’t a fan of the original Gremlins; giving it two out of four stars, he criticized it for its over-the-top violence and mean-spirited gags. When it came time for Joe Dante to direct the sequel, instead of resorting to character assassination or ham-fisted mockery to respond to the review, he went straight to the source, and gave Maltin a cameo in the film. Maltin plays a critic for The Movie Police, repeating some of his problems with the first movie before the gremlins show up to register their displeasure by eating him alive. It’s a funny bit that manages to speak well of both the critic and the director; the former for being in on the joke, and the latter for knowing that only small imaginary monsters take anything Maltin says seriously." [F]
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 10:06 0 Comentários
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King of California (2007)
Sexta-feira, Julho 10, 2009
Estreia absoluta na realização do desconhecido Mike Cahill – que até aqui não tinha feito nada mais na indústria além da edição de alguns documentários de segundo plano e a escrita de uma ou outra obra literária ficcional -, “O Rei da Califórnia” é uma película típica do cinema independente norte-americano, apadrinhada – que é como quem diz, produzida – por Alexander Payne, um dos nomes mais fortes desta corrente nos últimos anos. A história, para não fugir a uma das regras-chave recentes de sucesso para as fitas independentes, foca-se nas relações interpessoais de uma família disfuncional, neste caso entre uma uma filha que é adulta e um pai que é criança.
A razão para tal é simples. Miranda (a sensacional e então promissora, agora certeza, Evan Rachel Wood) é, aos dezasseis anos, uma rapariga que já sofreu todas as desilusões possíveis na vida e, mesmo assim, sobreviveu e continua a lutar por uma existência feliz. Abandonada pela mãe e sem a companhia do pai (Michael Douglas) – internado num manicómio -, abandonou a escola, comprou o seu carro pelo eBay e trabalha num McDonald’s para pagar a renda da casa. O pai, agora de regresso a casa, não parece ter melhorado. Aliás, muito pelo contrário: veio obcecado com a possível existência de um tesouro espanhol na região da Califórnia, onde os dois moram. Sem coragem para contrariar a felicidade e a odisseia do pai, Miranda vai acompanhá-lo numa aventura surreal que, aos poucos, vai ganhando forma.
A primeira nota – e logo de desagrado - vai para a distribuição nacional do filme. Com estreia absoluta internacional em Janeiro de 2007, “King of California” esteve inicialmente para estrear nos cinemas portugueses no primeiro semestre de 2008. Não o fez e foi sendo consecutivamente adiado, mês após mês, até Maio de 2009. Não há muito a ser dito que não fique explícito no intervalo temporal descrito. Para fechar a questão, basta relembrar que o filme foi lançado em DVD no restante continente europeu entre Janeiro e Maio... de 2008. Não será este “nim” das distribuidoras – que não deixa o filme estrear nos cinemas nem saltar logo para o mercado de DVD – o maior incentivo possível à tão combatida pirataria?
Outra consequência – e essa ainda mais desagradável – é não ter tido a oportunidade de acompanhar o crescimento de uma grande actriz. Evan Rachel Wood demonstrava aqui, ao lado do talentoso e multi-dimensional Michael Douglas, ser um das figuras de maior potencial na sua geração. A confirmação – “The Wrestler” -, no entanto, chegou primeiro que o testemunho de uma promessa. Em suma, uma comédia simples e simpática, que não deslumbra mas serve para espairecer dentro de um género cada vez mais comercial e rotulado por fórmulas de bilheteira.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 11:06 1 Comentários
Labels: Filmes de 2007
Jump in my Car
Quinta-feira, Julho 09, 2009
O petrhos, via twitter, colocou-me a par deste verdadeiro hino "Hoff"! Uma mistura de "Knight Rider" e "Baywatch" que... bem... estou sem palavras. Salva-se a morena.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 12:11 0 Comentários
Labels: Humor
Desafio: Qual o/a vosso/a favorito/a de Baywatch?
Quarta-feira, Julho 08, 2009

Não consigo escolher apenas uma. E a culpa não é das suspeitas do costume. Há três que sempre me tiraram do sério e não precisaram da ajuda do Hugh Hefner para isso: a morena Yasmine Bleeth, a exótica Stacy Kamano e a loira Brooke Burns. O que é feito delas? Ninguém sabe. Prova do seu imenso talento para a coisa.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 17:22 8 Comentários
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Guionista de "A Ressaca" estreia-se na realização com...
Terça-feira, Julho 07, 2009

"Baywatch, The Movie". A Paramount comprou os direitos da obra à Dreamworks, que tinha o projecto pendurado desde 2004, altura em que Eli Roth foi referido como nome mais do que provável para realizar a adaptação cinematográfica da série mais vista em todo o mundo durante os anos noventa. Mudança radical de estilo, que pode muito bem ser a salvação de um filme que parece condenado à partida pelo público e pela critica. Mas não pelas bilheteiras, como é óbvio. [F]
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 23:55 1 Comentários
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Clint Eastwood e ... Bruno!
Segunda-feira, Julho 06, 2009

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 23:50 2 Comentários
Labels: Humor
X2 (2003)
Domingo, Julho 05, 2009
Numa sociedade cada vez mais hostil para com os mutantes, uma tentativa de homícidio de um destes ao Presidente norte-americano dá ao Coronel William Stryker – o brilhante Brian Cox – a oportunidade que há muito anseava de desencadear uma guerra pela exterminação daqueles que sempre considerou ser produto de uma aberração da natureza. Sem hipóteses de sair por cima de uma batalha injusta, Xavier e os seus alunos e discípulos juntam forças com Magneto e o seu grupo, cujas motivações que no primeiro capítulo da saga tinham sido combatidas, agora parecem ter alguma razão para existirem.
Sequela assinada pelo mesmo autor do capítulo de estreia, Bryan Singer, “X2” é o melhor filme da saga até ao momento, “X-Men Origens: Wolverine” incluído. Repleto de cenas-chave construídas de forma esplêndida – como a sequência inicial que apresenta Nightcrawler ao público e desencadeia o enredo -, bastou esperar pelo ataque à mansão X para confirmarmos que os problemas em lidar com cenas de acção que Singer enfrentara três anos antes já não existiam aqui. Ajuda ou não dos cinquenta milhões de dólares extra de orçamento, a verdade é que mesmo a nível narrativo, “X2” declarava uma abordagem óbvia e importante à metáfora do direito à diferença e da integração dos mutantes na sociedade, de uma maneira que nenhum dos outros “X-Men” tinha feito ou viria a fazer mais tarde. Ou seja, “X2” trazia aperfeiçoamentos ao nível do estilo e da substância, sem perder a mística e a fidelidade à banda desenhada que tinha agradado até aos mais fanáticos fãs da Marvel.
Apostando na correcta - mas nem sempre possível - continuidade de um elenco de excepção, composto por alguns dos mais conceituados nomes da indústria cinematográfica norte-americana, “X2” desaproveita, no entanto, na quantidade a qualidade de actores como Rebecca Romijn-Stamos ou Halle Berry. O charme e o carisma de Jackman para a sua personagem continuavam a justificar uma escolha improvável e as dúvidas sobre o seu passado ganhavam forma em Stryker, um vilão magistralmente interpretado por Brian Cox, que não precisa de nenhuma mutação para triunfar nas suas intenções. Por fim, destaque para Michael Dougherty e Dan Harris, guionistas que se juntaram a David Hayter neste segundo capítulo e ofereceram à saga o humor e o equilíbrio que haviam faltado ao primeiro filme de Singer. E, porque não, para o escocês Alan Cumming, numa personagem que aproveita muitas das suas características, sem o reduzir à patetice de personagens bacocas em filmes como “Spy Kids” ou “The Son of the Mask”.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 11:52 9 Comentários
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10 Blogues, 5 Filmes, 1 Realizador - Março de 2009
Sábado, Julho 04, 2009

"Gran Torino" foi sem dúvida alguma o melhor filme de Março, correndo sérios riscos de ser também nomeado por vários como melhor do ano, lá para Dezembro. Quanto a Zack Snyder, fica o desafio: qual o vosso favorito? "300", "Watchmen" ou "Dawn of the Dead"?
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 18:32 2 Comentários
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Action Jeans

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 11:13 5 Comentários
Labels: Humor
Revista Take no Facebook
Sexta-feira, Julho 03, 2009



Fan Art, passatempos, notícias, sondagens e todo o tipo de actualizações referentes à Take Cinema Magazine agora no Facebook. Tornem-se fãs da Take por lá e acompanhem por dentro todas as novidades e surpresas relacionadas com futuras edições da revista. E relembrem e discutam, no nosso mural ou através dos nossos álbuns, todos os artigos, críticas e entrevistas que fizeram parte dos dezassete números já publicados. Um espaço que contará com conteúdos exclusivos e passatempos únicos para aqueles que realmente seguem a Take com carinho.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 17:09 0 Comentários
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Respirar fundo e sonhar com o Euromilhões

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 14:23 4 Comentários
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Estado Crítico
O 17º Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema, que terá lugar no Teatro Municipal de Vila do Conde entre 4 e 12 de Julho, promove no dia 10 de Julho, às 15h00, um debate intitulado "Estado Crítico". Neste, alguns dos principais críticos portugueses e espanhóis debatem o estado actual da crítica cinematográfica, no contexto nacional e internacional. A crítica do cinema das salas comerciais, do cinema dos festivais, dos jornais diários, dos semanários, das revistas de cinema, dos blogs.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 9:19 0 Comentários
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Serviço de Urgência - RTP 2
Quinta-feira, Julho 02, 2009
"Venho por este meio mostrar a minha indignação com a Direcção de Programas da RTP2 por ter tomado a decisão de interromper a transmissão regular da série Serviço de Urgência a partir do dia 6 de Julho, passando do final da 10ª temporada para a 15ª e última temporada da série." [Manuel Reis]
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 21:52 2 Comentários
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Tão bonita que ela fica...

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 11:57 2 Comentários
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Simpsonized Characters

O blogue Springfield Punx é um achado daqueles cada vez mais raros. Das personagens de Lost aos caçadores de Ghostbusters, a qualidade de cada "simpsonização" é indiscutível. Vasculhar os arquivos do blogue é uma obrigação para qualquer apaixonado da série de Matt Groening. Fantástico trabalho. [Via /Film]
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 0:02 1 Comentários
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Emily Blunt quer ser ícone gay
Quarta-feira, Julho 01, 2009

"I'm going to become a gay icon. Have I ever flirted with that side? No, never, but I do remember girl crushes on other girls in your year group at school. There are these girls who are magnetic and beautiful and so cool. You just feel yourself shrink in their presence." [F]
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 20:18 2 Comentários
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Separados à nascença

O velhinho CinemaXunga oferece uma mega compilação - fiquei admirado deste último termo não ter sido alvo de uma piada subversiva, ficando a aguardar por uma resposta à altura que envolva o Chewbacca - de actores que parecem ter sido separados à nascença. A não perder pelos mais curiosos.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 16:14 3 Comentários
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Carta de amor aos velhinhos videoclubes
"As a kid of the 1980s and never really liking sport, climbing trees, or going out, for that matter, one of the biggest pleasures in life was the video shop. They have, over the past decade become something of a rarity, with only Blockbuster really still having a presence on the high street. However, back in the '80s there were so many independent video shops that you were spoilt for choice." [Artigo Completo]
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 0:34 0 Comentários
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Terminator Salvation (2009)
Terça-feira, Junho 30, 2009
Quando no início dos anos oitenta o desconhecido James Cameron começou a trabalhar o guião de “The Terminator”, o entusiasmo dos produtores e do público era quase nulo. O seu filme de estreia, “Piranha II: Flying Killers”, assim o condenava à desconfiança geral e a um atraso de vários anos até finalmente conseguir lançar a fita, em 1984. Um quarto de século depois, a apesar do mito de culto criado ao redor do Dia do Julgamento, de John Connor e dos exterminadores da Skynet, o cenário não foi muito diferente quando a notícia saiu de que seria McG a continuar uma saga que, já em 2003, tinha levado um duro golpe dada a diferença abismal de talento e intenções entre Cameron e Jonathan Mostow. Com uma nova contrapartida: McG já não era uma dúvida mas uma certeza que tinha provado por variadas vezes ser um realizador que privilegiava o estilo e acção sobre a narrativa e a profundidade dramática e estrutural. O receio de que um marco do cinema de ficção científica fosse banalizado, uma vez mais, e colocado ao nível de uma qualquer sequela de “Charlie’s Angels”, apoderou gerações de cinéfilos.
Agora que “Terminator Salvation” chegou até nós, é justo dizer que McG superou-se a si próprio, orquestrando o melhor filme da sua ainda curta carreira. Verdade seja dita, tal não era um desafio difícil de alcançar. E, infelizmente, McG fê-lo sem mudar de personalidade artística e confirmou que precisa de usar a sua “muleta” de acção desenfreada para disfarçar incapacidades óbvias de construção narrativa. O que lhe vale é que foi, desta vez, uma “muleta” banhada a ouro, mais do que suficiente para um coxo ganhar uma corrida contra um perneta – entenda-se terceiro capítulo – e dar asas a uma possível nova trilogia, desta vez focada num espaço temporal posterior ao Dia do Julgamento. Venha o que vier, temos que perceber de uma vez por todas que acabaram-se os cem metros olímpicos de Cameron.
Num breve enquadramento, “Exterminador Implacável: A Salvação” tem lugar no ano de 2018, numa pós-apocalíptica Califórnia. A guerra entre humanos e as máquinas pelo domínio total do planeta é uma realidade e John Connor começa a marcar posição enquanto uma das figuras de proa do movimento de resistência humana. Kyle Reese, o seu “futuro” pai, é apanhado e tornado prisioneiro da Skynet, o que obriga Connor a mudar o plano de bombardear a sede das máquinas para um esquema suicida com Marcus Wright, um estranho cuja falta de memória detém o segredo que trilhará o destino da humanidade.
Se a premissa é mais do que aceitável, a sua concretização rapidamente se transforma num guião repleto de falhas e incoerências narrativas. Entre elas, destaque para as personagens, das novas às repetentes, serem muito pouco exploradas – o exemplo mais dramático é o da namorada de Connor, interpretada por Bryce Dallas Howard, cuja gravidez não é sequer referida, apesar de notória, e o seu papel na vida do herói ser resumido a um par de beijos e abraços – ou para o facto de as máquinas da Skynet conseguirem detectar uma música de rádio a quilómetros mas não descobrirem a resistência quando estes lançam um bombardeamento feroz a uma das personagens. Há muitas outras falhas chocantes – entre elas, Reese estar no topo da lista “a exterminar”, mas quando é capturado ser enclausurado ao contrário de tantos outros, rapidamente aniquilados – que conduzem a uma conclusão óbvia: McG perdeu o fio à meada no fantástico espectáculo pirotécnico que criou.
Ao elenco, pelo contrário, poucas lacunas podem ser apontadas. Christian Bale cumpre os requisitos mínimos, ajudando a construir com a sua voz cerrada e interpretação metódica o ambiente enevoado e cinzento da obra, sem dúvida um dos maiores feitos artísticos de McG em “Exterminador Implacável: A Salvação”. O que falta a John Connor, enquanto líder carismático, deve-se à fraca caracterização concedida pelos guionistas – basta dizer que são os mesmos de “Catwoman” e não ao talento inquestionável de Bale. O joven Anton Yelchin conquista a audiência com a sua simplicidade e honestidade dramática, cabendo no entanto a Sam Worthington o melhor papel e, consequentemente, a melhor interpretação da obra. Destinado ao estrelato, a sua presença cativante na tela promete um futuro auspicioso em Hollywood. Moon Bloodgood confirma-se enquanto uma das mais belas e exóticas actrizes da actualidade – mas fica por aí, já que a sua personagem pouco mais necessitou do que isso – e Michael Ironside é completamente arrasado por clichés arrogantes e patéticos.
Independentemente dos paradoxos resultantes da falta de linearidade temporal das várias histórias que se cruzaram ao longo dos quatro capítulos da saga, o problema real de “Terminator Salvation” foi o argumento ter sido entregue a uma equipa de guionistas que não o merecia. A construção narrativa acabou por meter água por todos os lados e os diálogos – à excepção do discurso de rádio de Connor perto do final – poderiam ter sido escritos por uma criança do ensino básico, tão vácuos e inconsequentes que provaram ser. McG fez o que podia – e da forma que sabia - para salvar o filme da mediocridade, entregando ao público um pacote de acção formidável e um ambiente escuro, tal como os sonhos de Sarah Connor um dia preconizaram. Resta esperar que um próximo episódio, quase certo dado o final aberto da fita, saiba aproveitar todas as potencialidades de uma história e de um universo ficcional único.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 0:15 7 Comentários
Labels: Filmes de 2009
Am I touching your penis?
Segunda-feira, Junho 29, 2009
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 14:37 2 Comentários
Labels: Vídeos
10 Blogues, 5 Filmes, 1 Realizador - Fevereiro de 2009

"Quem Quer Ser Bilionário" e "O Wrestler" claramente uns furos acima da concorrência. E para vocês, caros leitores, qual o vosso favorito de Danny Boyle? Na blogosfera, empate técnico.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 12:13 6 Comentários
Labels: Galáxia Mensal
Leva a Take 16 para casa - Vencedora
Com 70% dos votos, Maria Sousa é a grande vencedora do passatempo do Cinema Notebook "Leva a Take 16 para casa!". Com maioria absoluta, a legenda "Combatemos juntos na Guerra do Ultramar" arrasou com a concorrência. A vencedora receberá assim uma edição encadernada única e exclusiva da Take 16.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 12:02 1 Comentários
Labels: Passatempos, Revista Take
10 Blogues, 5 Filmes, 1 Realizador - Janeiro de 2009
Domingo, Junho 28, 2009

Tanta estrela, minha nossa. Sem dúvida alguma a edição mais participada da história desta rubrica. Elephant, filme sobre o massacre de Columbine, é claramente a obra favorita de Gus Van Sant da maioria dos bloggers cinéfilos nacionais. Para mim, e falando obviamente do que conheço da filmografia do realizador, é a sua fita menos conseguida. Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen, prima pela mediania.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 13:07 6 Comentários
Labels: Galáxia Mensal
Sequência de Créditos Iniciais Memorávéis (IX)
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 0:05 1 Comentários
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10 Blogues, 5 Filmes, 1 Realizador - Dezembro de 2008
Sábado, Junho 27, 2009

Com meio ano de atraso - culpa exclusivamente minha -, voltam as tabelas de classificações que envolvem dez estaminés de referência da blogosfera cinéfila nacional. Como podemos agora relembrar, Dezembro passado foi um mês fraco fraquinho de estreias - ao contrário de Janeiro, como poderão confirmar amanhã. Como é tradição, a tabela de Dezembro marca também a escolha do melhor filme do ano. The Dark Knight e There Will Be Blood, com três nomeações cada, lideram as escolhas.
Nota de Redacção: Aproveito a ocasião para agradecer publicamente a todos os convidados da tabela por continuarem a participar nesta iniciativa.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 12:31 5 Comentários
Labels: Galáxia Mensal
Passatempo: a decisão está nas vossas mãos

Já foram escolhidas pelo director da Take as três legendas/falas finalistas do passatempo "Leva a Take 16 para casa!". A decisão agora é de todos os visitantes, que podem votar na sua favorita na barra lateral do blogue até às 23:59 de amanhã, domingo. Dada a considerável participação, pode ser que esta seja uma iniciativa que se repita nos próximos meses. Variando os moldes para, tal como a revista, estar sempre a inovar.
Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 11:09 0 Comentários
Labels: Passatempos, Revista Take






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